Operárias do Mineirão estão no site da FIFA

De chuteira ou capacete, elas não saem de campo

(LOC) Terça-feira 22 de novembro de 2011
De chuteira ou capacete, elas não saem de campo

O estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, segue sendo modernizado, mas alguns atletas já estão entrando em campo. Ou melhor, algumas. Viviane e Bárbara são ex-jogadoras profissionais de futebol e hoje ganham a vida como apontadoras. Esta não é uma posição de jogo, mas está sendo fundamental para a coordenação dos trabalhos das obras no estádio. É a função que faz todas as anotações de dados como produtividade, áreas e horas trabalhadas.

Apesar de não jogarem mais, ambas têm uma profunda admiração e paixão pelo futebol, tanto que não saem mais de campo. Sentimentos que são expressos todos os dias quando elas pisam no Mineirão para ajudar a construir um novo e moderno estádio, que será uma das sedes da Copa do Mundo da FIFA 2014 e da Copa das Confederações da FIFA 2013.

Antes de ser contratada como apontadora, Bárbara Fidélis (18) jogou no time profissional do Clube Atlético Mineiro por três anos. “Eu cresci no meio dos meninos e meu pai me incentivava, mas eu não podia fazer escolinha. Quando fiz 14 anos, um representante da vila olímpica do Atlético Mineiro me estimulou a fazer parte do time e fui descoberta lá”, conta.

A jovem acredita que o tempo que ela passou jogando futebol profissionalmente deixou bons resultados para a vida que está construindo hoje. “Naquela época, tinha o sonho de só jogar bola. Valeu a pena, porque eu tinha que me empenhar em campo e na escola. Era preciso tirar boas notas. Entrei no mercado de trabalho, mas estou vivendo, de uma forma ou de outra, do futebol”, avalia.

O fato de estar trabalhando em um estádio, no entanto, reacende a paixão pelo esporte: “Hoje este sonho fica mais vivo dentro de mim por eu estar trabalhando dentro de um estádio. Estou muito ansiosa para ver o Mineirão pronto para a grande festa do futebol mundial e depois poder assistir ao meu time jogando no estádio que eu ajudei a construir”, diz, orgulhosa.

Rival na torcida, mas parceira de trabalho, a cruzeirense Viviane da Silva (26) também já usou muita chuteira antes de começar a usar o capacete de obra. Desde os 13 anos, passou por diferentes clubes, entre eles o Santa Cruz, de Recife, time em que a jogadora Marta atuou na adolescência.

Viviane orgulha-se de ter dividido o gramado com a atleta eleita cinco vezes consecutivas pela FIFA a melhor jogadora de futebol do mundo. “Cheguei a dar um passe para Marta no Santa Cruz, foi uma pintura”, rememora, sonhando com o dia em que vai ver o estádio cheio. “Ainda sou atleta em campo, só que agora de outra forma. Mas não abandonamos o jogo, estamos organizando amistosos e vamos golear os homens”, aposta a eterna apaixonada.

Para ler o original, clique aqui.

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