Histórias do Mineirão: Ortiz, o primeiro goleiro a marcar no Mineirão

Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. O goleiro Ortiz, do Galo, ficou famoso tanto pelo seu exotismo quanto por ter assinalado o primeiro gol de um arqueiro no Mineirão. Confira

Goleiro artilheiro

Ortiz, ex-goleiro do Galo

O goleiro Ortiz

“O goleiro Ortiz, que atuou no Atlético entre 1976 e 1977, foi uma das figuras mais exóticas do Mineirão. Com cabelos louros e compridos, presos por uma fita apache, e vestindo bermudas até o joelho, ele entrou para a história como o primeiro goleiro a marcar um gol no estádio. Foi em 7 de novembro de 1976, num jogo entre Atlético e CRB, pelo Brasileiro, quando ele marcou, de pênalti, aos 15 minutos do segundo tempo. No total, Ortiz fez três gols no Mineirão.

Depois de 26 anos da saída de Ortiz, outro goleiro do Atlético voltou a marcar um gol no Mineirão, mas desta vez não foi de pênalti. Em 23 de julho de 2003, o Galo empatava por 1 a 1 com o Juventude, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro, quando aos 46 minutos do segundo tempo, o goleiro Eduardo foi para a área adversária e posicionou-se para uma cobrança de escanteio. E ele conseguiu desempatar a partida numa bela cabeçada. De quebra, entrou para a história do estádio como o primeiro goleiro a marcar um gol com a bola em jogo.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: a Seleção Brasileira no caminho do tetracampeonato


 

O Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. Em 1993, o estádio, no dia de seu aniversário, sediou uma vitória da Seleção Brasileira pelas eliminatórias da Copa. Veja como foi.

No rumo do tetra

“O aniversário de 28 anos do Mineirão foi comemorado de forma bastante especial. No dia 5 de setembro de 1993, a Seleção Brasileira encarou na Pampulha a Venezuela pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, onde o Brasil chegou ao tetracampeonato. Naquela tarde, dos 12 jogadores escalados por Carlos Alberto Parreira, sete – Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha, Branco, Mauro Silva, Zinho e Raí – fariam parte do grupo que no ano seguinte devolveria ao Brasil a condição de campeão do mundo. O jogador tratado com carinho especial pela torcida mineira foi o armador Palhinha, revelado no América, mas que naquela época jogava no São Paulo. “

Extraído do livro Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: um dia de clássico e música no Gigante da Pampulha

O Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. Em 1997, um clássico entre Atlético e Cruzeiro foi palco também da gravação de um videoclipe do Skank. Confira a história.


 

O clássico e a música

“O jogo Atlético 0 x 0 Cruzeiro, em 16 de março de 1997, pelo turno do Campeonato Mineiro, foi o cenário da gravação do clipe “É uma partida de futebol”, do Skank. O maior clássico de Minas Gerais foi homenageado pela banda e o clipe, que teve direção do cineasta Roberto Berliner, venceu a maioria dos prêmios da MTV brasileira, alé de ter sido escolhido pela audiência da emissora para representar o Brasil nas premiações da MTV dos Estados Unidos. No ano seguinte, a banda foi convidada para tocar a música durante a Copa do Mundo da França, com o clipe ao fundo.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 6

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. Confira a seguir como foi o encerramento das festividades.

Avanços nos trabalhos de fundação na parte externa do estádio (Foto: Gil Leonardi)

Festa termina com vitória

“No dia 15 de setembro, fechando as festividades de inauguração, a torcida é compensada pelo fracasso diante da equipe carioca [o Botafogo]. A Seleção de Minas enfrenta o poderoso Santos. Nem a péssima arbitragem de Anacleto Pietrobom (sempre em favor dos paulistas) e que motivou a agressão do massagista Escócio ao juiz, impediu a vitória dos mineiros frente ao que imbatível time de Pelé. O Rei se viu ofuscado pelo ‘baixinho’ Dirceu Lopes, o dono da partida. Além de dribles e passes calculados, ele marcou um dos gols. O próprio Pelé reconheceu o talento do jovem atacante cruzeirense, sugerindo ao Santos a sua aquisição. ‘É melhor tê-lo ao nosso lado’, recomendava o craque.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 5

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. Depois do jogo de estreia, a programação continuou com desafios envolvendo ou não os clubes mineiros. Confira mais um pouco dos 10 dias de festa.

Derrota e revelação

O craque Tostão

Tostão, craque revelado

“Belo Horizonte respirava futebol e Mineirão. Em 7 de setembro, a torcida aplaudiu de pé as embaixadas de cabeça do bicampeão mundial Djalma Santos, durante a partida Palmeiras 3, Seleção do Uruguai 0. Cinco dias depois, o Botafogo esfriou o entusiasmo do torcedor ao derrotar a Seleção Mineira por 3 a 2. De agradável, a beleza da Miss Brasil 65, Maria Raquel Andrade, que deu o chute inicial. Neste jogo começa a nascer o craque Tostão, ainda um garoto de 18 anos. “

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 4

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. A primeira partida oficial foi da Seleção Mineira contra o River Plate, da Argentina. Veja como foi e acompanhe os momentos iniciais do estádio nessa série que estamos publicando.

A partida principal

Gol de Buglê contra o River

Gol de Buglê contra o River

“Depois de seis horas de múltiplas atividades, o espetáculo que marcaria a ‘estreia’ do estádio como palco de futebol, finalmente entra em campo. A Seleção Mineira e o River Plate, da Argentina, encerram o dia festivo com um confronto acirrado. Em disputa o registro histórico de se tornar a equipe dona da primeira vitória do Mineirão. Os argentinos criaram chances, mas logo aos dois minutos do segundo tempo, Buglê driblou um adversário, aproveitou a indecisão do goleiro Gatti e tocou para as redes. Os mineiros venceram pelo placar mínimo. Muito mais do que uma vitória, o espetáculo era a garantia de o futebol mineiro estar pronto para alcançar a evolução técnica e profissional. O gol, o primeiro da nova arena, rendera a Buglê uma placa no hall de entrada e a imortalidade na história do futebol.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 3

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. No primeiro dia, além de do jogo inaugural, houve várias outras atrações. Acompanhe os momentos iniciais do estádio nessa série.

Simulação do Novo Mineirão

Novo Mineirão terá mais conforto e segurança

Desfiles, preliminar e pira olímpica

“A multidão acompanhava eufórica cada movimento na pista. Desfile de colegiais, cães amestrados, bandas de música, pouso de helicópteros, pára-quedistas e estrepulias da Esquadrilha da Fumaça. O novo estádio resultara num sentimento nativista mineiro que redundara em seguidos coros de 80 mil vozes, entiando ‘Oh, Minas Gerais’. Um time misto do América enfrentou o Uberaba na preliminar e serviu de aquecimento da torcida. A equipe americana venceu por 5 a 2 e os sete gols foram comemorados como se tivessem a importância de uma conquista de título. Tudo era motivo para festejar.

Quando o capitão da Seleção Brasileira campeã do Mundial de 1962, Hideraldo Luiz Belini, entrou em campo, acendeu a pira olímpica, seguida de uma revoada de pombos, o Mineirão entrou em exultação.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005