Histórias do Mineirão: Ortiz, o primeiro goleiro a marcar no Mineirão

Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. O goleiro Ortiz, do Galo, ficou famoso tanto pelo seu exotismo quanto por ter assinalado o primeiro gol de um arqueiro no Mineirão. Confira

Goleiro artilheiro

Ortiz, ex-goleiro do Galo

O goleiro Ortiz

“O goleiro Ortiz, que atuou no Atlético entre 1976 e 1977, foi uma das figuras mais exóticas do Mineirão. Com cabelos louros e compridos, presos por uma fita apache, e vestindo bermudas até o joelho, ele entrou para a história como o primeiro goleiro a marcar um gol no estádio. Foi em 7 de novembro de 1976, num jogo entre Atlético e CRB, pelo Brasileiro, quando ele marcou, de pênalti, aos 15 minutos do segundo tempo. No total, Ortiz fez três gols no Mineirão.

Depois de 26 anos da saída de Ortiz, outro goleiro do Atlético voltou a marcar um gol no Mineirão, mas desta vez não foi de pênalti. Em 23 de julho de 2003, o Galo empatava por 1 a 1 com o Juventude, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro, quando aos 46 minutos do segundo tempo, o goleiro Eduardo foi para a área adversária e posicionou-se para uma cobrança de escanteio. E ele conseguiu desempatar a partida numa bela cabeçada. De quebra, entrou para a história do estádio como o primeiro goleiro a marcar um gol com a bola em jogo.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: a Seleção Brasileira no caminho do tetracampeonato


 

O Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. Em 1993, o estádio, no dia de seu aniversário, sediou uma vitória da Seleção Brasileira pelas eliminatórias da Copa. Veja como foi.

No rumo do tetra

“O aniversário de 28 anos do Mineirão foi comemorado de forma bastante especial. No dia 5 de setembro de 1993, a Seleção Brasileira encarou na Pampulha a Venezuela pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, onde o Brasil chegou ao tetracampeonato. Naquela tarde, dos 12 jogadores escalados por Carlos Alberto Parreira, sete – Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha, Branco, Mauro Silva, Zinho e Raí – fariam parte do grupo que no ano seguinte devolveria ao Brasil a condição de campeão do mundo. O jogador tratado com carinho especial pela torcida mineira foi o armador Palhinha, revelado no América, mas que naquela época jogava no São Paulo. “

Extraído do livro Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: um dia de clássico e música no Gigante da Pampulha

O Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. Em 1997, um clássico entre Atlético e Cruzeiro foi palco também da gravação de um videoclipe do Skank. Confira a história.


 

O clássico e a música

“O jogo Atlético 0 x 0 Cruzeiro, em 16 de março de 1997, pelo turno do Campeonato Mineiro, foi o cenário da gravação do clipe “É uma partida de futebol”, do Skank. O maior clássico de Minas Gerais foi homenageado pela banda e o clipe, que teve direção do cineasta Roberto Berliner, venceu a maioria dos prêmios da MTV brasileira, alé de ter sido escolhido pela audiência da emissora para representar o Brasil nas premiações da MTV dos Estados Unidos. No ano seguinte, a banda foi convidada para tocar a música durante a Copa do Mundo da França, com o clipe ao fundo.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 6

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. Confira a seguir como foi o encerramento das festividades.

Avanços nos trabalhos de fundação na parte externa do estádio (Foto: Gil Leonardi)

Festa termina com vitória

“No dia 15 de setembro, fechando as festividades de inauguração, a torcida é compensada pelo fracasso diante da equipe carioca [o Botafogo]. A Seleção de Minas enfrenta o poderoso Santos. Nem a péssima arbitragem de Anacleto Pietrobom (sempre em favor dos paulistas) e que motivou a agressão do massagista Escócio ao juiz, impediu a vitória dos mineiros frente ao que imbatível time de Pelé. O Rei se viu ofuscado pelo ‘baixinho’ Dirceu Lopes, o dono da partida. Além de dribles e passes calculados, ele marcou um dos gols. O próprio Pelé reconheceu o talento do jovem atacante cruzeirense, sugerindo ao Santos a sua aquisição. ‘É melhor tê-lo ao nosso lado’, recomendava o craque.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 5

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. Depois do jogo de estreia, a programação continuou com desafios envolvendo ou não os clubes mineiros. Confira mais um pouco dos 10 dias de festa.

Derrota e revelação

O craque Tostão

Tostão, craque revelado

“Belo Horizonte respirava futebol e Mineirão. Em 7 de setembro, a torcida aplaudiu de pé as embaixadas de cabeça do bicampeão mundial Djalma Santos, durante a partida Palmeiras 3, Seleção do Uruguai 0. Cinco dias depois, o Botafogo esfriou o entusiasmo do torcedor ao derrotar a Seleção Mineira por 3 a 2. De agradável, a beleza da Miss Brasil 65, Maria Raquel Andrade, que deu o chute inicial. Neste jogo começa a nascer o craque Tostão, ainda um garoto de 18 anos. “

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 4

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. A primeira partida oficial foi da Seleção Mineira contra o River Plate, da Argentina. Veja como foi e acompanhe os momentos iniciais do estádio nessa série que estamos publicando.

A partida principal

Gol de Buglê contra o River

Gol de Buglê contra o River

“Depois de seis horas de múltiplas atividades, o espetáculo que marcaria a ‘estreia’ do estádio como palco de futebol, finalmente entra em campo. A Seleção Mineira e o River Plate, da Argentina, encerram o dia festivo com um confronto acirrado. Em disputa o registro histórico de se tornar a equipe dona da primeira vitória do Mineirão. Os argentinos criaram chances, mas logo aos dois minutos do segundo tempo, Buglê driblou um adversário, aproveitou a indecisão do goleiro Gatti e tocou para as redes. Os mineiros venceram pelo placar mínimo. Muito mais do que uma vitória, o espetáculo era a garantia de o futebol mineiro estar pronto para alcançar a evolução técnica e profissional. O gol, o primeiro da nova arena, rendera a Buglê uma placa no hall de entrada e a imortalidade na história do futebol.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 3

Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. No primeiro dia, além de do jogo inaugural, houve várias outras atrações. Acompanhe os momentos iniciais do estádio nessa série.

Simulação do Novo Mineirão

Novo Mineirão terá mais conforto e segurança

Desfiles, preliminar e pira olímpica

“A multidão acompanhava eufórica cada movimento na pista. Desfile de colegiais, cães amestrados, bandas de música, pouso de helicópteros, pára-quedistas e estrepulias da Esquadrilha da Fumaça. O novo estádio resultara num sentimento nativista mineiro que redundara em seguidos coros de 80 mil vozes, entiando ‘Oh, Minas Gerais’. Um time misto do América enfrentou o Uberaba na preliminar e serviu de aquecimento da torcida. A equipe americana venceu por 5 a 2 e os sete gols foram comemorados como se tivessem a importância de uma conquista de título. Tudo era motivo para festejar.

Quando o capitão da Seleção Brasileira campeã do Mundial de 1962, Hideraldo Luiz Belini, entrou em campo, acendeu a pira olímpica, seguida de uma revoada de pombos, o Mineirão entrou em exultação.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 2

O Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. Saiba quem foi o primeiro a entrar no Gigante da Pampulha e acompanhe os momentos iniciais do estádio nessa série.

Foto aérea das obras no Mineirão para a Copa 2014

Mineirão terá nova festa com a reinauguração (Foto: Gil Leonardi)

Jogo inaugural com 80 mil pessoas

“No entorno da nova arena, milhares de pessoas formavam filas para entrar. Muitas haviam madrugado no frio da Pampulha para conseguir um bom lugar na arquibancada. Havia lama, restos de obras e muita confusão. Porém, o olhar de cada torcedor era de assombro frente àquele gigante de concreto. O primeiro ingresso é rasgado na portaria para Antônio Gomes da Silva, residente no Bairro Industrial. Ele tem o privilégio de ser o primeiro torcedor a colocar os pés no Mineirão, segundo registro do extinto jornal Diário de Minas.

Em pouco mais de uma hora, o estádio já acolhia quase 80 mil pessoas. Todas estavam maravilhadas e observavam cada detalhe da arena. ‘Pareciam crianças diante de um brinquedo novo’, descrevia o repórter Ronan Ramos, então um iniciante na Rádio Itatiaia.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: A festa da inauguração do Gigante da Pampulha – 1

O Mineirão foi logo saudado pelos torcedores mineiros, com entusiasmo, como a nova casa do futebol. Durante 10 dias, vários jogos foram realizados, sempre com grande público. Acompanhe os momentos iniciais do estádio nessa série.

Previsões assustadoras dão trabalho

Mineirão em 1965

Mineirão em 1965

“Um bruxo de Contagem previa uma catástrofe na inauguração do Mineirão. Dizia o adivinho de araque que o estádio desmoronaria. Suas visões, descritas em jornais sensacionalistas, eram aterrorizadoras. Um apocalipse localizado, com gemer e ranger de dentes. Belo Horizonte amanheceu o 5 de setembro de 1965 entre a euforia pelo jogo inaugural entre a Seleção Mineira e o River Plate, e a suspeita de a previsão se confirmar. O engenheiro-chefe da obra, Gil César Moreira de Abreu, entregou-se à explicação técnica para jornalistas de rádios, TVs e jornais, sobre a improbabilidade de tragédia ocorrer. Às 5 horas dezenas de funcionários já estavam de prontidão para receber o público e as autoridades.

O evento ganhou projeção nacional. Em depoimento, o superintendente da TV Itacolomi, José de Oliveira Vaz, dizia que a emissora se preparara, durante uma semana, para cobrir a festa. As outras TVs do grupo Associados tinham interesse em retransmitir para todo o País a solenidade do Mineirão. Milton Colen foi o locutor e quem não pode ir ao estádio, colou os olhos na telinha.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: o enorme desafio de realizar um projeto arrojado

O Mineirão, hoje em reforma para a Copa de 2014, representou um verdadeiro desafio de engenharia para os responsáveis pela obra. Suas formas simples, mas incomuns, exigiram cálculos complexos e uma execução cuidadosa.

Mineirão: construção complexa (Foto: Carlos Alberto/Agência Minas-Secom)

O delírio dos cálculos estruturais

“Gil César Moreira de Abreu [engenheiro] era o chefe executivo. De forma obsessiva, ele controlava todos os gastos da empreitada, examinando cada detalhe da obra, conduzindo, com mão de ferro, os controles de sua gestão. Gil tinha 27 anos e teria de viabilizar o delírio dos cálculos estruturais do engenheiros Salem Hissa Filho, fundamentados no projeto arquitetônico. ‘Seria um novo Palácio dos Doges, de Veneza’, comparava o engenheiro Francisco Aberl Magalhães, ao citar o monumento da engenharia mundial cujo átrio interno, até hoje, desafia a perícia dos calculistas. Afinal, o vão livre de 28 metros, proporcionado pelo conjunto de arquibancadas e cobertura do novo campo, teria que adequar a magia dos números de Hissa a um realismo estrutural feito com cimento e ferro. ‘não havia computador. Todos os cálculos eram feitos com régua e compasso’, recorda o engenheiro Ferdinando Vargas Leitão de Almeida.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: estádio faz disparar o público do maior clássico de Minas

Com o Mineirão como nova casa, as torcidas de Atlético e Cruzeiro passaram a bater sucessivos recordes de público e renda no futebol mineiro. Os números provocavam inveja e admiração em outros centros do futebol no país.

Torcidas de Atlético e Cruzeiro no Mineirão

Torcidas de Atlético e Cruzeiro no Mineirão

Clássico atrai multidões

“O crescimento da torcida é dimensionado pelos clássicos disputados a partir de 1965. Nestes confrontos, o Colosso da Pampulha mostrava números impressionantes. Em 4 de maio de 1969, a adoração do torcedor mineiro pelos jogos no Mineirão se transformou em recorde, com 123.351 pessoas pagando ingresso para assistir à vitória de 1 a 0 do Cruzeiro sobre o Atlético, com um gol de Natal, em partida válida pelo Campeonato Mineiro. Era 8% da população da cidade, acotovelada nas arquibancadas. O público tornara o estádio na oitava maior população de Minas. Uma enorme cidade de uma só atividade: o futebol. Nos três clássicos que disputaram na temporada de 1969, Atlético e Cruzeiro levaram uma multidão de 302.865 pagantes, média de 100.955 por partida. Estes números causavam inveja por todo o Brasil. Para quem tinha dúvidas quanto à funcionalidade do Colosso, os recordes se encarregaram de demolir qualquer suspeita.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: de “elefante branco” a recordista de público no Brasil

Durante a construção do Mineirão, hoje em reforma para a Copa de 2014, não faltou quem achasse que o estádio era grande demais para a realidade do futebol mineiro. Pois a nova casa tratou de mostrar o contrário. Público e renda crescentes calaram os críticos e impulsionaram os clubes de Minas no cenário nacional.

Obras de reforma no interior do Mineirão

Obras de reforma no interior do Mineirão (Foto de Sylvio Coutinho)

Mineirão muda as fronteiras do futebol

“A tese de que o Mineirão seria um ‘elefante branco’, defendida até mesmo por gente ligada ao futebol, ruía a cada partida. A arena estava sempre apinhada de gente. Rendas e o número de torcedores impressionavam o País e os jornais davam mais destaque a este tipo de informação do que dados sobre a rodada mineira. Em 1967, o Mineirão teve um público total de 1.989.727 pagantes. No ano seguinte, 2.003.064 torcedores passaram pelas roletas do estádio. Os números são tão eloquentes que podem ser dimensionados pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 1970: Belo Horizonte tinha 1.126.308 habitantes e o dobro da população passara pela Pampulha.
(…)
O novo estádio produzia um efeito multiplicador, causando um sentimento de mineiridade e adesão irreversível aos times de Minas.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: Ronaldo Fenômeno desponta para o estrelato

Ronaldo no Cruzeiro

Ronaldo no Cruzeiro

Foi no Mineirão que Ronaldo Nazário de Lima, o Fenômeno, iniciou a trajetória que o transformou em um dos maiores atacantes da história, maior artilheiro de Copas do Mundo e craque reconhecido por onde passou. No Cruzeiro, em breve passagem, deixou a marca de quase um gol por jogo.

 

A primeira vez do Fenômeno

“O atacante Ronaldinho foi artilheiro do Campeonato Mineiro de 1994, quando marcou 21 gols com a camisa do Cruzeiro. Logo em seguida, foi para o PSV Eindhoven, da Holanda , e de lá seguiu sendo goleador por onde passou. Mas tudo começou naquele estadual, quando o “Fenômeno” tinha somente 17 anos…”

Fonte: Enciclopédia do Futebol Brasileiro Lance! – 2002

Histórias do Mineirão: Uma vitória para colocar o Galo no rumo do título de 71

Como já foi dito nesta série, o Mineirão, hoje em reforma para a Copa de 2014, foi fundamental para o crescimento do futebol mineiro. Os primeiros anos do estádio foram dominados pelo Cruzeiro. Por isso, a vitória do Atlético sobre a Seleção Brasileira que seria campeã em 1970 ajudou a colocar o time na rota para o título do Campeonato Brasileiro de 1971. Assista ao vídeo e confira a história.

Galo desbanca as feras de Saldanha

“A vitória do Atlético sobre a Seleção Brasileira, em 3 de setembro de 1969, além de ser um dos jogos mais importantes nos primeiros anos do Mineirão, pode ser considerado um marco na história atleticana no estádio.

A hegemonia cruzeirense incomodava tanto, que o maior problema atleticano, segundo os treinadores do clube na época, era psicológico, pois os jogadores não acreditavam que podiam superar o rival. A vitória sobre as Feras do Saldanha devolveu a auto-estima ao time atleticano, que no ano seguinte foi campeão mineiro e, em 1971, conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: Gigante da Pampulha projeta craques para a seleção

A construção do Mineirão, há 46 anos, ajudou a projetar o futebol mineiro e também os craques locais, que começaram a conquistar espaço na Seleção Brasileira. Leia!

Seleção

Tostão, craque do futebol brasileiro

Tostão com a amarelinha

Depois de Tostão abrir as portas da Copa do Mundo para os jogadores mineiros, em 1966, na Inglaterra, tornando-se o primeiro atleta de Minas a disputar um Mundial, o estado teve quatro representantes na conquista do tricampeonato, no México, em 1970. Além do próprio Tostão, o Cruzeiro teve convocados o zagueiro Fontana e o volante Piazza. Do Atlético, o técnico Zagallo chamou o centroavante Dario, um dos grandes artilheiros do futebol brasileiro na época e destaque do Galo na vitória de 2 a 1 sobre a Seleção Brasileira, em 1969, na Pampulha.

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: Siderúrgica, o interior representa Minas na Taça Brasil

Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, recebeu um time do interior como primeiro representante de Minas em uma competição nacional oficial. Confira a história.

Siderúrgica

Escudo do Esporte Clube Siderúrgica, de Sabará (MG)O Siderúrgica, de Sabará, foi o primeiro clube mineiro a disputar uma partida válida por uma competição nacional oficial no Mineirão. Como campeão mineiro de 1964, o time foi o representante do estado na disputa da Taça Brasil de 1965. Em 29 de setembro, s4 dias após a inauguração do estádio, venceu o Atlético, de Goiás, por 3 a 1, na Pampulha. Nesse jogo, o time de Sabará já Não era mais treinado por Yustrich, mas sim pelo polêmico Juquita.

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: Tupi faz a trinca contra os times grandes da capital

Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência, como as vitórias do Tupi, de Juiz de Fora, sobre Atlético, América e Cruzeiro, ainda nos primeiros anos do Gigante da Pampulha.

Tupi, o fantasma

Escudo do Tupi-JF“O primeiro time do interior a se transformar numa “pedra no sapato”de América, Atlético e Cruzeiro, no Mineirão, foi o Tupi, de Juiz de Fora. Em 1966, o clube não disputava ainda o Campeonato Mineiro, mas sim o da Zona da Mata, competição paralela ao Estadual que era promovida pela Liga de Juiz de Fora e que tinha jurisdição concedida pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Como campeão da Zona da Mata, o Tupi, treinado por Geraldo Magela, disputou três amistosos no Mineirão, em 1966. Em 16 de março, venceu o Atlético por 2 a 1. No mês seguinte participou do torneio que comemorava o aniversário do América e venceu os anfitriões, em 10 de abril, por 2 a 1. Uma semana depois, aplicou o mesmo placar no Cruzeiro. A sequência do time de Juiz de Fora só terminou na decisão do torneio, disputada contra o América, em 24 de abril, quando foi goleado por 4 a 0. A equipe base do Tupi era a seguinte: Valdir; Manuel, Murilo, Dario e Walter; França e Mauro; João Pires, Toledo, Vicente (Joel) e Eurico.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: nem Pelé levou vantagem no Gigante da Pampulha

O Rei Pelé jogou 18 vezes no Mineirão, mas saiu no prejuízo: perdeu nove partidas e fez cinco gols. Até mesmo no dia seu “coroamento”, logo após marcar seu milésimo gol, o Santos saiu derrotado pelo Galo e o rei ainda foi expulso. Confira mais essa história do Gigante da Pampulha, que está em reforma para a Copa de 2014.

Dilma, Anastasia e Pelé veem maquete do Mineirão

Dilma, Anastasia e Pelé veem maquete do Mineirão (Foto: Secom)

Quase um milhão viram Pelé jogar

Uma das maiores emoções da carreira de Pelé foi vivida no Mineirão. Em 23 de novembro de 1969, quatro dias após marcar o seu milésimo gol, na vitória por 2 a 1 do Santos sobre o Vasco, no Maracanã, o time paulista enfrentou o Atlético, no Mineirão, pela Taça de Prata. Na homenagem, um garoto pobre coroou o Rei com uma jóia, ainda do tempo do Império, toda em ouro e pedras preciosas. Mas a festa de Pelé ficou restrita a antes do jogo, pois o Atlético venceu por 2 a 0, gols de Lola e Dario, e ele ainda foi expulso pelo árbitro carioca Amílcar Ferreira.

Somando as partidas pelo Santos e a Seleção Brasileira, Pelé disputou 18 jogos no Mineirão. E seu retrospecto não é positivo. Foram sete vitórias, dois empates e nove derrotas. Ele marcou cinco gols, com média de 0,27. Essa história começou dez dias após a inauguração do estádio, em um amistoso entre a seleção mineira e o Santos, em 15 de setembro de 1965.

No total, 848.640 torcedores pagaram ingresso para ver Pelé jogar no Mineirão, com média de 47.146 pessoas por jogo. Numa placa de gesso e cimento, o craque eternizou o seu famoso pé. A homenagem ao maior jogador de futebol de todos os tempos está na entrada do estádio.

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: Pelé derrotado e um novo cenário para o futebol de Minas

Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência. Palco de grandes artistas da bola, o estádio recebeu também o Rei Pelé. Em 1966, ele amargou uma goleada por 6 a 2 para o Cruzeiro, jogo que marcou também um novo momento para o futebol mineiro.

Lance de Cruzeiro 6 x 2 Santos

Lance de Cruzeiro 6 x 2 Santos (Foto: Futebol de Todos os Tempos)

O dia em que o Rei foi humilhado

“A goleada de 6 a 2 do Cruzeiro sobre o Santos, na primeira partida decisiva da Taça Brasil de 1966, não decretou apenas uma ruptura do domínio técnico do eixo Rio-São Paulo no futebol brasileiro. Financeiramente, com a grande capacidade de público do Mineirão, as coisas também estavam mudando. E os 77.325 pagantes que foram ao estádio da Pampulha, naquela noite de 30 de novembro, proporcionaram uma arrecadação de Cr$ 223.314.600,00, com um jogo disputado em Minas Gerais batendo, pela primeira vez, o recorde de renda do futebol brasileiro, que até então pertencia a um Flamengo e Fluminense disputado em dezembro de 1963, no Maracanã.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005

Histórias do Mineirão: a admiração dos argentinos pelo Gigante da Pampulha

Gol de Buglê contra o River

Gol de Buglê contra o River

Mineirão, hoje em obras para a Copa de 2014, coleciona muitas histórias em seus 46 anos de existência, como esta sobre a reação dos argentinos do River Plate na partida inaugural do estádio. Houve desde exclamações de admiração ao virtual “roubo da bola”.

 

“Antes do time do River Plate entrar no gramado do gramado do Mineirão para encarar a Seleção Mineira, na partida que inaugurou o estádio, o treinador do time argentino, José Curti, subiu as escadas do vestiário que dão acesso ao gramado e do último degrau, ao ver o Gigante da Pampulha lotado, não se conteve. Abriu os braços e admirado disse: “Oh! Mira! Que lindo!”.

Depois da partida, o zagueiro Grispo não teve dúvida. Apanhou a bola do jogo e colocou debaixo do braço. Nem os pedidos de Jair Bala o convenceram e o jogador levou para Buenos Aires um pedaço da história de inauguração do Mineirão. A outra bola usada na partida ficou com o ex-jogador do Atlético, Ubaldo Miranda, que trabalhava como relações públicas do estádio.”

Extraído do livro ˜Mineirão 40 Anos – Paixão e Emoção”, de autoria de Wagner Seixas, Alexandre Simões e Carlos Henrique Ribeiro – 2005